sexta-feira, 9 de maio de 2008

Voltei...






















Acho que depois de dois mêses ausênte, voltei ao Blog. Por vezes estas coisas da internet também cansa, somos obrigados a despejar os fastasmas interiores que ela nos cria. Estava precisando de novos ares, visitei museus, exposições, vê não sei quantos filmes, fui ao cinema e ao teatro, lê um livro de um amigo, recentemente editado, andei por feiras Medievais e cheirei a brisa da Primavera nos barrocais de Monsanto...
A questão de quem eu era consumia-me, convenci-me de que chegaria a encontrar a imagem da pessoa que eu era, mas, não encontrei. De momento fui desperdado pela minha mente, que estás tu a fazer!
- Queres ficar oculta ou queres ser vista!
Iluminado pelos olhos dos outros, sube a superficie e voltei para vós contar muitas coisas, mas vamos aos poucos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Momento...


Mais um dia que esta a passar. Mais barreiras ultrapassadas. As palavras cada vez são mais para descrever a enorme quantidade sentimentos e emoções que sinto, enfim, para descrever aquilo que se passa na vida. E as minhas palavras deixam ser formadas só por letras, elas são formadas pela música, pelos sons da natureza que fala por mim, pelo correr das águas mansas ou rápidas, pelos sons das aves do céu. São formadas pela chuva e pelo sol, tudo fala em meu nome, todo Universo diz aquilo que eu não consigo dizer. Todos os dias faço questões para depois encontrar respostas. Eu sou um presumido, não tenho a ideia real daquilo que passo para os outros, questiono-me constantemente se serei eu realmente normal aos olhos dos outros. Apesar de tudo a dúvida subsiste. Mas, quem não é presumido, todos temos orgulho de nós próprios, todos achamos que somos melhores do que os outros, todos desejamos ser melhor do que os outros. Todos somos livres de ser melhor do que os outros e é com os outros que evoluímos. Quer dizer, somos livres e não somos. Somos livres até ao limite da liberdade dos outros. Somos livres quando os outros ou alguém, não nos limita a nossa liberdade. Cada um por si tem que conquistar a sua liberdade e isso é uma tarefa que cada um deve fazer ao longo da vida. E ainda, pode acontecer que os nossos limites não nos deixem alcançar a liberdade desejada, e então temos tendência para nunca estarmos satisfeitos e vivermos em constante ansiedade, tentando ultrapassar esses limites. Nascemos ilimitados, esta vida é que nos limita.
O poder, o poder faz mal aos homens. Quem está no poder, necessita de poder. Poder de sedução, poder de produzir coisas agradáveis aos olhos dos outros. Poder é ser-se capaz de ser-se melhor do que os outros, pelo menos deve ser assim. Poder é saber ouvir, poder é sorrir, poder é saber amar. Poder é ter a sabedoria das coisas sem presunção, ter a abertura de querer saber mais sempre, ter desejo de ultrapassar constantemente os próprios limites. Poder significa também sofrer. Quanto mais alto se sobe melhor se vê, mas tanto se vê o bem como o mal, não se vê só o bem como se poderia pensar. Ter poder é saber seleccionar entre o bem e o mal, entre aquilo que é melhor para nós e para os outros e o que é pior para esse equilíbrio entre nós e o outros. Há o poder do olhar, o poder da mente, poder de sedução, poder físico, poder do toque, poder da inteligência que produz a sabedoria. Será que a inteligência produz sabedoria? Chegamos a uma altura da vida em que a inteligência se interpenetra com a sabedoria. A inteligência tem o maior potencial no princípio da vida diminuindo à medida que o tempo passa. A sabedoria, pelo contrário, vai crescendo ao longo da vida atingindo o seu auge já no final da vida enquanto somos lúcidos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Eles e eu...


Para uns as coisas são mais simples do que parecem, mas as coisas não serão assim tão simples. Uns querem passar despercebidos, outros querem a exposição e querem ser vistos, ah, mas eles sabem acautelar-se. Uns acham que não merecem o que têm, mesmo que não tenham nada, outros acham que deviam ter muito mais, tendo tudo. E eles tapam os olhos dos outros, com filtros, para que não os vejam completamente, para só serem vistos como eles querem. E eles fingem, para enganarem os outros, os desprevenidos. Eles apontam o dedo aos outros, para desviarem a atenção sobre eles. E os outros calam-se porque que não têm armas para lutar. E eles fingem que querem ajudar, mas na verdade eles querem é governar-se e viver da dor do próximo, que para eles não é próximo, é mais um número, um conjunto de reacções que devem ser tratadas com aquilo que eles dizem que faz bem. E eles metem-lhes medo, fazem-nos acreditar que aquilo que eles sentem é verdade, metem-lhe mais medo, e os outros acreditam neles. E eles dizem que tudo correrá bem, tem é que seguir o prescrito. E eles estão sempre certos, os outros que se opõem é que estão errados. E eles unem-se e formam uma força que até parece ser a da legião da verdade. E só eles sabem criticar. E eles utilizam todo o apoio que têm para penetrar no tecido fraco, mas não o querem matar, deles depende a sua sobrevivência. Eles pensam que ajudam, se calhar até estão convencidos disso.
– um homem age segundo aquilo em que acredita, mas chegam a um ponto que têm de defender a camisola. E eles então chegam a um ponto que deixam de saber, frente ao paradoxo em que se encontram, mas inventam coisas sobre os outros, apontam o dedo aos outros. E os outros rendem-se, uns tornam-se como eles, se calhar, para confirmar a tese, acreditam que sim, e outros calam-se para sempre, porque a sobrevivência assim lhes faz agir. A revolta não se quer neste sentido, não pode haver o excesso nem a escassez, tem de haver a concordância, o diálogo ameno, a busca do conhecimento. E a eles é permitido tudo, todas as suas acções são aplaudidas, tudo mete graça. Aos outros, até o sorrir é uma doença. Mas quem são eles? Eles andam lado a lado, vivem com os outros, mas como eles têm tudo, dizem que está tudo bem e no bom caminho. Eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles vivem, os outros sobrevivem...

Bemposta, aldeia sem eira, nem beira…


Bemposta uma pequena aldeia do concelho de Penamacor, foi símbolo de autonomia até 6 de Novembro de 1836, hoje passados 172 anos da perda da sua autonomia, continua fechada para si mesma, sem qualquer incentivo camarário para a projectar como aldeia histórica. Apenas dispõe de uma monografia elaborada por uma neta da terra e editada pela Câmara Municipal de Penamacor, mas na realidade aquilo que se pinta no papel não corresponde a realidade, o seu património tem sofrido profundos atentados pelas sucessivas juntas que por lá tem passado. É o caso da ponte romana que continua sem se poder visitar, para além de ter sofrido alguns anos atrás a demolição de um dos seus anéis, pelo construtor da nova ponte, agora foi o proprietário de um parqueamento de gado local que se apropriou do terreno pertencente aos domínios da ponte e a cercou com arame farpado e outra, ainda mais deprimente, na ribeira das taliscas as “poldras” de granito (açude e fráguil) que outro h´ora serviam para atravessar a ribeira, foram destruídas e no seu lugar construíram dois pontões em cimento, apenas restam as do sitio do coito, espera-se que não tenham igual sorte. Os pontões até faziam todo o sentido em ser construídos para ligarem os terrenos envolventes entre Bemposta e Pedrógão de S.Pedro, mas podiam passar ao lado delas? Esta é outra das causas que já tem passado, tem presente e, menos ainda, futuro. Toda a aldeia esta calcetada em pedra, na zona histórica (zona envolvente praça do Município e pelourinho) está alcatroada para além de todo este espelho, um cabo ligado a um computador na capela do espírito santo, para tocar os sinos, atravessa todo o centro histórico e termina na torre do relógio. Quem vai a Bemposta fazer uma visita e quer tirar uma fotografia depara-se com está teia sendo um oposto aberrante, visualmente. Para terminar a revitalização da via-sacra da terra que tantos rios de tinta correram pelos jornais, deve-se todo o mérito a Maria Aida Ventura, que encostou o efectivo da junta com a espada contra a parede:
– Ó vocês restauram a via-sacra, eu e a minha família, temos dinheiro para a restaurar.
A mesma, já tinha feito o restauro das alminhas e salvou a Domus Municipalis da ruina, adaptou a nossa terra como lugar de paixão.
Penso que a nossa terra ainda não é causa perdida á que pôr um travão e um mínimo de bom-senso. A este ritmo e a esta continua devastação da terra, acrescenta-se a falta de sensibilidade para com a juventude, enquanto outras aldeias do concelho estão a apostar na distribuição de internet banda larga (wireless), serve de exemplo a Benquerença que se notabilizou na primeira aldeia wireless de Portugal, em Bemposta a internet foi retirada, porque os “putos” andavam a frequentar sites pornográficos, como se não houvesse restrições! Sei que já não adianta falar nas Assembleias de Freguesia, visto que as restrições da internet apenas são para alguns, porque um dos elementos do efectivo da Junta de Freguesia em plena actividade da Assembleia de Freguesia vai dando uns saltinhos no jornal online da Bola e Record. E assim sé vai vivendo nesta terra Beirã, caça-se mais umas perdizes, vai-se fazendo umas excursões ao jardim Zoológico, umas festarolas para animar a malta e o tempo vai passando…

domingo, 24 de fevereiro de 2008




Há textos que ao longo da nossa vida nos perseguem, porque nos vemos neles, ou porque nos emocionam, ou por razões que desconhecemos. Alguns muito conhecidos, outros nem por isso, para mim são únicos quando os encontramos, parecem ter sido escritos para nós, mesmo que quiséssemos, não conseguimos livrar-nos deles. Este é um deles:
Alberto Caeiro
Da Minha Aldeia


Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...


Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer


Porque eu sou do tamanho do que vejo


E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena


Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.


Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,


Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe


de todo o céu,


Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos


nos podem dar,


E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.


Alberto Caeiro, ao escrever o Guardador de Rebanhos estaria verdadeiramente a escrever a história da sua vida? Mais do que poemas, Caeiro escrevia testemunhos para o futuro.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Associativismo


Acredito nos Homens e Mulheres que acreditam nos valores do movimento associativista. Pois eles promovem a solidariedade, ajuda mútua, o bem comun, constroem realidades que cada um por si, não é capaz de realizar. Partilham sonhos, ideias que culminam em projectos comuns.

O Associativismo promove a participação e a responsabilidade dos jovens para a sua integração na vida activa, apoiando-se no espírito empreendedor das mais diversas áreas. Icentivando a criação artistica e estimulando a actividade cultural. São as Associações as grandes protagonistas da modernização e na construção de uma vida social mais aberta.

Acreditamos que...


Todo o jovem tem direito a explorar.

Todo o jovem tem direito a usar a imaginação.

Todo o jovem tem direito a participar.

Todo o jovem tem direito a descobrir o mundo.

Todo o jovem tem o direito a errar, porque só assim é possivel aprender.

Todo o jovem tem o direito a ser jovem.

Eles foram os jovens de outros tempos, eles exploraram, imaginaram, participaram e partiram a descoberta do mundo. Eles nos mostram que nós, somos capazes de mudar o mundo, provocando a mudança no nosso Ser. Eles nos ensinam que também somos nós que temos que fazer essas transformações...