segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Para Comentar ???


Tal é a importançia que a Cãmara Municipal de Penamacor atribui a nossa terra Bemposta, que num dos flayers públicados ( O Concelho pelo Património, Cultural, Sabor E Arte) no mapa do Concelho a Bemposta não aparece assinalada!!!


Tal como Dizia Fernando Peça, e esta...

Biodança




"A base conceitual da Biodança provem de uma meditação sobre a vida, ou talvez da desesperança, do desejo de renascer dos nossos gestos despedaçados, de nossa vazia e estéril estrutura de repressão.
Poderí­amos dizer com certeza, de nossa nostalgia de amor. Biodança, mais que uma arte, é uma poética do encontro humano, uma nova sensibilidade frente à existência.
Sua metodologia promove uma sutil participação no processo evolutivo."
Rolando Toro Arañeda

Histórico:
A Biodança foi criada na década de 60 pelo Antropólogo e Psicólogo Rolando Toro de Arañeda. Rolando Toro nasceu no Chile em 1924, onde ocupou a cátedra de Psicologia da Arte e da Expressão, na Pontifí­cia Universidade Católica de Santiago e foi docente no Centro de Estudos da Antropologia Médica na Universidade do Chile. Implantou a Biodança que se expandiu para os demais paí­ses da América Latina e no Brasil conta com Escolas de Formação em todas as capitais. Em 1992 Rolando Toro se mudou para Milão (Itália) onde fundou a Escola Européia de Biodança e de lá coordenou as atividades de Biodança no mundo inteiro, até 1997 quando voltou para o Chile. Atualmente coordena a Escola Modelo de Biodança na qual se concentra o curso de atualização e formação de professores didatas.

Objetivos:
A Biodança é um Sistema de Desenvolvimento Humano no qual a música e o movimento formam uma unidade coerente com a emoção. Seus principais objetivos são:

* estimular o lado positivo das pessoas
* desenvolver a criatividade
* melhorar a capacidade de comunicação
* auxiliar no autoconhecimento fortalecendo a identidade e a auto-estima
* aumentar a resistência ao stress e à ansiedade
* promover a integração e o desenvolvimento de cada indiví­duo.

Muito bom axe...

Cova da Beira- Território na época romana: Ocupação



Mapa- Localização de alguns territórios da Lusitânia- Romana

Quando os exércitos de Décio Júnio Bruto entraram em território nacional, terão deparado com o imponente complexo orográfico da Meseta Ibérica, terão deparado com o imponente complexo orográfico chamados Montes Hermínios, onde, segundo a tradição multissecular, estariam estabelecidos os Lusitanos.
Convergindo com as fontes clássicas, a conquista definitiva desta região só se deu no dealbar do Séc. II a.c, até se atingir a almejada “pax-romana”.
Em 197 a.c a Hispânia área peninsular sob domínio romano terá sido dividida, para fins administrativos, em duas diferentes províncias: a Cinterior (que ia dos Pirenéus ao rio Almanzora, sensivelmente a meia distancia de Cartagena e Almeria) e a Ulterior (dali para sul e ocidente, compreendendo nos limites parte do território hoje nacional).
Por volta de 194 a.c em Ilipia, perto da Cidade espanhola de Sevilha, terá acontecido o primeiro recontro entre Lusitanos e Romanos. A partir daí há informações de numerosas refregas durante meio Século, após um breve período de acalmia, entre 149 e 148, por volta de 147 a.c, a guerrilha Lusitânia iria conhecer novos desenvolvimentos com Viriato, que reacendera as disputas.
Quanto a Viriato e mesmo até sobre os Lusitanos, suas origens, real implantação geográfica, âmbito de acção. A arqueologia e epigrafia não se têm revelado muito frutuosa no esclarecimento de questões, algumas fontes provém de procedências clássicas romanas, em boa parte desvirtuadas e coloridas por acção de autores renascentistas que pretenderam enfatizar um alegado “génio lusitano”, poderoso interveniente na origem da portugalidade.
O processo de delimitação territorial de unidades políticas autónomas e organizadas ter-se-á desenrolado, na região no principado de Augusto, mais precisamente entre 4 e 5 d.c. (quando o governador da Lusitania era Q.Articuleio Régulo), como atestam os terminus augustales de Peroviseu (Fundão) e Salvador (Penamacor) (Alarção e ETIENNE, 1976: Pág. 175 e 176). “Para além do exposto, fornece o marco de Peroviseu elementos de segura, ou muito provável, localização de alguns territórios da Lusitânia, como, entre outros, os correspondentes ao moderno concelho do Fundão, Penamacor, Idanha-a-Nova e em grande parte do seu alfoz (áreas da Igeditânia e da Lância Opidana).” (José Alves Monteiro, distinto arqueólogo e fundador do Museu do Fundão, 1971).

Bemposta Corresponde ao lugar ou à gens Isibraia


Nunca nos sentimos tão cobertos de grandeza cultural e ao mesmo tempo, conscientes e responsáveis, quando primeiramente precisamos de saber, ver e sentir de onde viemos, como chegamos até aqui. Uma viagem de milénios de anos, que não se esgota em nós. Aquilo que somos hoje e o que desejamos ser amanhã, dependente daquilo que temos sido, que temos feito, como Concelho, como cidadãos. Por tudo isto, e como somos herdeiros de tradições e valores ancestrais, urge descobrir, reconhecer, inventariar e divulgar, quando antes se possível, com critérios, tudo o que constitui as nossas raízes ancestrais.
Bemposta é a freguesia do Concelho de Penamacor de mais nítido sentido romano, segundo as actas e memórias do 1º colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor, realizado entre os dias 5, 6 e 7 de Outubro de 1979, o estudo que nos revela Joaquim Candeias da Silva (subsídios para o estudo da viação romana no Sw do antigo território Penamacorense), no 3.ponto do seu estudo (Da Bemposta à Mata (Da Rainha), refere a Bemposta como a aldeia mais rica em vestígios romanos do concelho de Penamacor, digna da maior atenção de estudos epigrafistas. Aponta duas aras dedicadas ao Deus indígena Bandis Isibraiegvs. Muito se tem escrito relativamente ao culto de Band, esta divindade indígena da Lusitânia pré-romana, com o nome assente no radical.
O Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, José d’Encarnação, que produziu um trabalho de Síntese, relativamente a este assunto, contabilizou 28 inscrições encontradas no Ocidente Peninsular, o mesmo conclui, apenas estas duas aras referem o Deus Isibraieco: trata-se de um epíteto circunscrito à Bemposta. Seria então Bemposta uma povoação, correspondente ao lugar à gens Isibraia ou lugar de gente do Deus Isibraecus.
Pelo que fica dito se compreende que Bemposta no tocante ao património cultural Português é um relicário vivo da arqueologia, é pena, é que as entidades públicas competentes, não terem sido capaz de a proteger, valorizar e de a dar a conhecer ao mundo. Fica a esperança de um dia a ver requalificada, por alguém mais disponível e capaz.
Porque "A Terra quando mais se conhece, mais se ama!"

Daniel Lopes

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Eugénio de Andrade, de nome próprio José Fontinhas.



Eugénio de Andrade nasceu na Póvoa da Atalaia, no Fundão.

Ao longo da sua vida viveu em Lisboa, em Coimbra, onde terminou o liceu, e no Porto onde viveu durante largos anos.

Eugénio de Andrade é considerado um dos maiores poetas portugueses contemporâneos, encontrando-se a sua obra traduzida em várias línguas.

http://www.ecolenet.nl/tellme/poesia/eugenio.htm
(texto com supressões)


OBRAS DE EUGÉNIO DE ANDRADE



As Mãos e os Frutos,1948);
Os Amantes sem Dinheiro,1950;
As Palavras Interditas,1951;
Até Amanhã,1956;
Coração do Dia, 1958;
Mar de Setembro, 1961;
Ostinato Rigore, 1964;
Antologia Breve, 1972;
Véspera de Água, 1973;
Limiar dos Pássaros,1976;
Memória de Outro Rio, 1978;
Rosto Precário, 1979;
Matéria Solar, 1980;
Branco no Branco, 1984;
Aquela Nuvem e Outras, 1986;
Vertentes do Olhar, 1987;
O Outro Nome da Terra, 1988;
Poesia e Prosa, 1940-1989;
Rente ao Dizer, 1992;
À Sombra da Memória, 1993;
Ofício de Paciência, 1994;
Trocar de Rosa / Poemas e Fragmentos de Safo, 1995;
O Sal da Língua,1995



Sítios Web sobre o poeta
Fundação Eugénio de Andradehttp://www.fe.up.pt/feahttp://alf.fe.up.pt/fea/central.html Informação sobre a Fundação Eugénio de Andradehttp://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/e_andrade/fun_and.htmlBiografia de Eugénio de Andradehttp://www.ipn.pt/literatura/eugenio.htmPrémio vida literária para Eugénio de Andradehttp://portugal-linha.pt/literatura/noticias.html Webliografiahttp://www.ecolenet.nl/tellme/poesia/eugenio.htmhttp://www.ecolenet.nl/tellme/poesia/faz-conta.htm

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Estradas Romanas



Foto- Ponte Romana de Alcántara, esta ponte comunicava vários municípios do norte do Tejo com a região do sul

As estradas romanas, assim vulgarmente chamadas, eram denominadas, pelos romanos, vias militares. Apresentavam apenas fragmentos de calcetaria; o resto era a natureza que o dava, nelas existiam pontes e além disso, determinadas estâncias, geralmente por mercê dos imperadores, para resguardo dos viandantes. Tinha-se, sobretudo, em vista, a defesa e comodidade das legiões em trânsito. A sua construção revelou-se como uma condição indispensável e decisiva no processo de consolidação do Império Romano na região. Com efeito, as formações sociais começam a mover-se segundo uma orgânica de funcionamento- politica, cultural e económica. E um dos mecanismos que permitia esse funcionamento foi precisamente o das vias.
As vias romanas não foram improvisadas por engenheiros de ocasião. Vinham de longe, eram sulcos remotos, correspondendo a direcções ideais, conformadas com a natureza e o acidente do terreno. Por estas vias, embora naturais mas de intenso tráfego para a época, foram surgindo ao longo delas, as feitorias romanas: “vilas”, templos, mansões militares, de que depois se formaram gradas povoações romanas, germes das que actualmente existem.

Os pés romanos pisaram a nossa região, com o passar dos tempos ao longo das linhas de água, exploraram as pequenas várzeas circundantes, construíram as suas modestas casas rústicas, rasgaram caminhos, calçando-os, abriram poços, fizeram represas, erigiram monumentos aos seus deuses e defuntos. De tal modo as colonizações foram intensas, que decorridos quase dois milénios, os seus vestígios abundam na nossa região.

Origens do Topónimo Gardunha


Admite-se que a etimologia do topónimo Gardunha é à partida controversa. A origem da toponímia reserva-nos pois algumas dúvidas. Só a partir do Séc. XVII alguns autores (todos Religiosos) se ativeram a alvitar as raízes do vocábulo Assim, foi Frei Agostinho de Santa Maria a propor a filiação do nome tradicional episódio da fuga dos visigodos para a Gardunha, aquando da invasão da Idanha pelos Árabes: “ Guardunha, que na língua Arabiga, donde tomou o nome quer dizer, acolhimento da Idanha; porque guarda, significa acolhimento: odunha, odonha por corrupção do vocábulo vale o mesmo que Idanha”. O laborioso agostinho descalço resolve assim, com relativa facilidade, uma questão que nos parece ainda hoje intrincada. Mas outros seguiram o mesmo trilho. Frei Francisco de Santiago, em escusável plagiato de Frei Agostinho, escreve: “ Gardunha, palavra Arabiga, que significa refugio, ou guarda da Idanha; mas entendemos que o sítio, onde se vieram refugiar, e tomar assento os Egitanienses ou Idanhenses, foi o que ainda hoje conserva o nome de Gardunha, servindo-se o mais de muro forte contra os Mouros”.
Propendamo-nos então à tese que sustenta a denominação da Serra segundo a espécie animal que a grafia da palavra irmana: o gardunho. Espécie aparentada com texugo, tourão, fuinha, ou furão- bravo, o substantivo masculino que os compêndios da especialidade reconhecem hoje para mencionar assumiu, na idade Média, o género feminino: gardunia. Ao que parece, a sua pele era bastante apreciada, é então possível que, por referência à eventual abundância destes animais na serra, a mesma tomasse daí a designação.
Leite de Vasconcelos é dos que se inclina para aceitar esta segunda possibilidade da origem toponímica da Serra: “A Serra da Gardunha representa na toponímia (…) “o animal (do mesmo nome): fuinha, fuinho, papalvo”.