Discurso apresentado pelo candidatado da coligação “todos por Penamacor”, Daniel Lopes.
Bemposta a 4 de Outubro de 2005, pelas 18 horas.
Queridos conterrâneos é uma enorme honra dirigir-me a todos vós, acreditem que me sinto feliz, não só por mim, mas por todos vós aqui presentes, bem-haja pela vossa presença. É bom sinal quando nós reunimos todos em prol do progresso da nossa terra, e é por ela e pelo futuro das nossas gentes que hoje aqui estamos. Em tempos passados, fomos vila e sede de concelho, cuja nossa ancestralidade nós passou pergaminhos que nos identifica no contexto da região de extrema importância histórica. Esta terra que me viu crescer foi vila até 6 de Novembro de 1836, depois passou para a alçada de Monsanto e só em 1848 integrou o concelho de Penamacor, e muito em breve, se não tomáramos medidas, está prestes a desaparecer com a proposta de fusão de freguesias. Hoje não passamos de uma pequena aldeia beirã, a qual chamam de “ ilha”. O declínio da nossa terra tem vindo ano após ano a fazer-se sentir, exclusivamente, devido ao retrocesso populacional, a alegria e a emoção de outros tempos não são os de hoje, pouco a pouco os nossos pais vêm partir os seus filhos.
Por esta e por muitas outras razões que abraçamos o projecto do Dr. Vítor Gabriel e de toda a sua equipa que se assume por coligação “todos por Penamacor”, composta por sociais-democratas, democratas cristãos, ecologistas e uma parte significativa dos verdadeiros socialistas. Estes homens e mulheres estão empenhados em construir um projecto de desenvolvimento para o concelho de Penamacor, assente no combate ao despovoamento e para que nos, os jovens tenhamos a oportunidade de escolher o nosso concelho como lugar de eleição para trabalhar e constituir família. Dr. Vítor Gabriel tem enorme capacidade de liderança, de gestão organizacional e de visão para o futuro, e como jovem amante do nosso concelho, sabe que o espírito da inovação é essencial para o futuro.
A nossa candidatura a junta de freguesia da nossa terra e uma candidatura humilde não querendo ser mais do que os outros, mas como todos os filhos da terra, pautando a nossa preocupação em contribuir e dar o melhor para o bem-estar de todos. Também sabemos que a nossa experiência não é como a deles, mas eles também não nasceram ensinados, estamos aqui é para aprender. Mais do que tudo, é este amor à terra que nos faz mover.
É o sentirmos que muito mais se podia fazer, pretendemos apenas apontar a verdade doa a quem doer. É exemplo do fracasso da actual junta de freguesia a candidatura ao Gabinete Técnico Local (GTL), que serviria para dinamizar o núcleo histórico da aldeia, que está em constante agressão arquitectónica, sem que, as autoridades competentes actuem convenientemente para a sua conservação. Para que não bastasse ainda a relativamente poucos meses deixaram roubar dos lavadouros públicos peças de valor patrimonial (aras, capiteis e cabeceiras de sepultura medieval), que se encontravam ali ao sabor das intempéries e sem qualquer segurança. Deixando assim levar um pedaço do nosso passado que herdamos e que temos como obrigação sagrada de transmitir aos nossos vindouros. Se assim não pensáramos os nossos descendentes não receberão as raízes que se possam sentir orgulhosos dos seus antecessores. Lembrando, que o património cultural é a memoria dum povo e a sua destruição assinala o ruir da independência, da autonomia e da identidade cultural de um povo, pois quando não se conhece o significado das coisas não se atribui o devido valor.
No nosso programa eleitoral, pretende-mos criar um pequeno museu que albergue estas peças e simultaneamente um pequeno posto de turismo não só com informações úteis de toda a aldeia, como também de toda a região. Apesar de existir o site da Cãmara, pensamos também em elaborar um site, que contenha toda a informação da aldeia e dos seus atractivos, que conduza a nossa pequena-grande aldeia a sair do anonimato. Há quatro anos á actual junta eleita prometia a criação de novas instalações do posto médico, este ano voltam a prometer o mesmo, isto significa que aquilo que prometeram não realizam. Nos também apresentamos a criação de novas instalações do posto médico, porque temos a consciência que o actual posto médico não é eficiente a ponto de os nossos idosos não poderem subir as escadas, considerando a obra mais urgente para a nossa freguesia. Também iremos junto da Cãmara Municipal, apresentar uma proposta para a implementação de uma praia fluvial na zona do açude, tal como têm sido implementadas na zona norte do concelho. Também iremos proceder a criação de uma zona de lazer na” fonte Salgueira”. No castelo proceder a passagem do fio do relógio subterraneamente, como para além de outros, isto para evitar o transtorno estético que provoca em toda aquela área. Arrancar a estrada de alcatrão enfrente a “Domus Municipalis” e proceder ao seu empedramento, pois não se justifica que toda a aldeia esteja empedrada e seu centro histórico esteja alcatroado. Na rua D. Manuel I, construção de um muro de segurança ao longo da rampa, ajardinamento da mesma e construção de um lanço de escadas de acesso à rua António Martins de Brito. Restauração da “via-sacra” e a construção de sanitários públicos, pois são extremamente úteis para aqueles que nos visitem. O programa que acabei de delinear é sem dúvida ambicioso, levá-lo avante requererá grande persistência e clarividência, defrontamo-nos com os desafios que põem a prova a nossa vontade.
Para terminar gostaria de aqui afirmar que as eleições são um acto livre, que nos foi concedido pela democracia à qual muitos homens e mulheres lutaram por essa autonomia, deixem decidir o povo, deixem-no decidir livremente e de consciência tranquila, deixem de pressionar as pessoas para desistirem de algo que aderiram de livre e de espontânea vontade, já é tempo de haver moralidade na política da nossa terra, seja ela em que nível for, sem golpes baixos, e que sobretudo haja clareza e dignidade para o próximo acto eleitoral.
Quanto a nós, Coligação “Todos Por Penamacor”, apenas queremos fazer uma campanha transparente e sincera, apresentando os nossos projectos e as nossas ideias, para a nossa Bemposta.
Por estas razões, pelo amor que temos a nossa terra e a nossa gente, estaremos de corpo e alma e de voz bem alta em prol da Bemposta.
Para nós a Bemposta está no nosso coração!!!!
Rádio Cova da Beira - Ouvir
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Carta de Emprego
Exmo. Senhor. João Ferreira
Queremos fazer carreira ao seu lado, por favor!
Trancadas numa sala, até com dor de dentes, fazemos trabalhos deveras surpreendentes.
Despidas de preconceitos, vestidas de imaginação agasalharemos o mundo com a nossa criação.
Vote D&M e não se arrependerá, se não, não sabe o que lhe acontecerá!
(ler a cantar, música Marco Paulo). Somos duas Secretárias que em nada são iguais, mas não terá a certeza de qual gostará mais. Mas não terá a certeeeeezzzaaaa de qual gostará maaaaaaaiiiiiiiisss serão duas funcionarias muito especiaaaaaiiiissss, uma é loira outra é morena, uma é da Bélgica e a outra de Portugal, ambas são criativas e tem uma imaginação fenomenal.
Queremos fazer carreira ao seu lado, por favor!
Trancadas numa sala, até com dor de dentes, fazemos trabalhos deveras surpreendentes.
Despidas de preconceitos, vestidas de imaginação agasalharemos o mundo com a nossa criação.
Vote D&M e não se arrependerá, se não, não sabe o que lhe acontecerá!
(ler a cantar, música Marco Paulo). Somos duas Secretárias que em nada são iguais, mas não terá a certeza de qual gostará mais. Mas não terá a certeeeeezzzaaaa de qual gostará maaaaaaaiiiiiiiisss serão duas funcionarias muito especiaaaaaiiiissss, uma é loira outra é morena, uma é da Bélgica e a outra de Portugal, ambas são criativas e tem uma imaginação fenomenal.
ASSALTO

Na passada semana, a sede da Junta de Freguesia foi assaltada. No interior da sede foi encontrado um martelo e uma chave de fendas, que o presumivel assaltante terá deixado por esquecimento, furtaram uma quantia avultada em dinheiro.
A GNR esteve no local para avirguar o sucedido, aguarda-se pelo resultado das investigações.
Para Comentar ???
Biodança

"A base conceitual da Biodança provem de uma meditação sobre a vida, ou talvez da desesperança, do desejo de renascer dos nossos gestos despedaçados, de nossa vazia e estéril estrutura de repressão.
Poderíamos dizer com certeza, de nossa nostalgia de amor. Biodança, mais que uma arte, é uma poética do encontro humano, uma nova sensibilidade frente à existência.
Sua metodologia promove uma sutil participação no processo evolutivo."
Rolando Toro Arañeda
Histórico:
A Biodança foi criada na década de 60 pelo Antropólogo e Psicólogo Rolando Toro de Arañeda. Rolando Toro nasceu no Chile em 1924, onde ocupou a cátedra de Psicologia da Arte e da Expressão, na Pontifícia Universidade Católica de Santiago e foi docente no Centro de Estudos da Antropologia Médica na Universidade do Chile. Implantou a Biodança que se expandiu para os demais países da América Latina e no Brasil conta com Escolas de Formação em todas as capitais. Em 1992 Rolando Toro se mudou para Milão (Itália) onde fundou a Escola Européia de Biodança e de lá coordenou as atividades de Biodança no mundo inteiro, até 1997 quando voltou para o Chile. Atualmente coordena a Escola Modelo de Biodança na qual se concentra o curso de atualização e formação de professores didatas.
Objetivos:
A Biodança é um Sistema de Desenvolvimento Humano no qual a música e o movimento formam uma unidade coerente com a emoção. Seus principais objetivos são:
* estimular o lado positivo das pessoas
* desenvolver a criatividade
* melhorar a capacidade de comunicação
* auxiliar no autoconhecimento fortalecendo a identidade e a auto-estima
* aumentar a resistência ao stress e à ansiedade
* promover a integração e o desenvolvimento de cada indivíduo.
Muito bom axe...
Cova da Beira- Território na época romana: Ocupação

Mapa- Localização de alguns territórios da Lusitânia- Romana
Quando os exércitos de Décio Júnio Bruto entraram em território nacional, terão deparado com o imponente complexo orográfico da Meseta Ibérica, terão deparado com o imponente complexo orográfico chamados Montes Hermínios, onde, segundo a tradição multissecular, estariam estabelecidos os Lusitanos.
Convergindo com as fontes clássicas, a conquista definitiva desta região só se deu no dealbar do Séc. II a.c, até se atingir a almejada “pax-romana”.
Em 197 a.c a Hispânia área peninsular sob domínio romano terá sido dividida, para fins administrativos, em duas diferentes províncias: a Cinterior (que ia dos Pirenéus ao rio Almanzora, sensivelmente a meia distancia de Cartagena e Almeria) e a Ulterior (dali para sul e ocidente, compreendendo nos limites parte do território hoje nacional).
Por volta de 194 a.c em Ilipia, perto da Cidade espanhola de Sevilha, terá acontecido o primeiro recontro entre Lusitanos e Romanos. A partir daí há informações de numerosas refregas durante meio Século, após um breve período de acalmia, entre 149 e 148, por volta de 147 a.c, a guerrilha Lusitânia iria conhecer novos desenvolvimentos com Viriato, que reacendera as disputas.
Quanto a Viriato e mesmo até sobre os Lusitanos, suas origens, real implantação geográfica, âmbito de acção. A arqueologia e epigrafia não se têm revelado muito frutuosa no esclarecimento de questões, algumas fontes provém de procedências clássicas romanas, em boa parte desvirtuadas e coloridas por acção de autores renascentistas que pretenderam enfatizar um alegado “génio lusitano”, poderoso interveniente na origem da portugalidade.
O processo de delimitação territorial de unidades políticas autónomas e organizadas ter-se-á desenrolado, na região no principado de Augusto, mais precisamente entre 4 e 5 d.c. (quando o governador da Lusitania era Q.Articuleio Régulo), como atestam os terminus augustales de Peroviseu (Fundão) e Salvador (Penamacor) (Alarção e ETIENNE, 1976: Pág. 175 e 176). “Para além do exposto, fornece o marco de Peroviseu elementos de segura, ou muito provável, localização de alguns territórios da Lusitânia, como, entre outros, os correspondentes ao moderno concelho do Fundão, Penamacor, Idanha-a-Nova e em grande parte do seu alfoz (áreas da Igeditânia e da Lância Opidana).” (José Alves Monteiro, distinto arqueólogo e fundador do Museu do Fundão, 1971).
Bemposta Corresponde ao lugar ou à gens Isibraia
Nunca nos sentimos tão cobertos de grandeza cultural e ao mesmo tempo, conscientes e responsáveis, quando primeiramente precisamos de saber, ver e sentir de onde viemos, como chegamos até aqui. Uma viagem de milénios de anos, que não se esgota em nós. Aquilo que somos hoje e o que desejamos ser amanhã, dependente daquilo que temos sido, que temos feito, como Concelho, como cidadãos. Por tudo isto, e como somos herdeiros de tradições e valores ancestrais, urge descobrir, reconhecer, inventariar e divulgar, quando antes se possível, com critérios, tudo o que constitui as nossas raízes ancestrais.
Bemposta é a freguesia do Concelho de Penamacor de mais nítido sentido romano, segundo as actas e memórias do 1º colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor, realizado entre os dias 5, 6 e 7 de Outubro de 1979, o estudo que nos revela Joaquim Candeias da Silva (subsídios para o estudo da viação romana no Sw do antigo território Penamacorense), no 3.ponto do seu estudo (Da Bemposta à Mata (Da Rainha), refere a Bemposta como a aldeia mais rica em vestígios romanos do concelho de Penamacor, digna da maior atenção de estudos epigrafistas. Aponta duas aras dedicadas ao Deus indígena Bandis Isibraiegvs. Muito se tem escrito relativamente ao culto de Band, esta divindade indígena da Lusitânia pré-romana, com o nome assente no radical.
O Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, José d’Encarnação, que produziu um trabalho de Síntese, relativamente a este assunto, contabilizou 28 inscrições encontradas no Ocidente Peninsular, o mesmo conclui, apenas estas duas aras referem o Deus Isibraieco: trata-se de um epíteto circunscrito à Bemposta. Seria então Bemposta uma povoação, correspondente ao lugar à gens Isibraia ou lugar de gente do Deus Isibraecus.
Pelo que fica dito se compreende que Bemposta no tocante ao património cultural Português é um relicário vivo da arqueologia, é pena, é que as entidades públicas competentes, não terem sido capaz de a proteger, valorizar e de a dar a conhecer ao mundo. Fica a esperança de um dia a ver requalificada, por alguém mais disponível e capaz.
Porque "A Terra quando mais se conhece, mais se ama!"
Daniel Lopes
