Tradição milenar, cujas origens remetem para primitivos cultos pagãos, de celebração do solstício de Inverno, com o acender de enormes fogueiras ao ar livre.
Em Penamacor e restantes aldeias, o Madeiro continua a ser aceso na noite de 23 de Dezembro, devendo arder durante todo o período festivo do Natal à Epifania.
Para além desta fogueira, que hoje se acende como um cerimonial cristão, para aquecer o Menino-Jesus (o Deus recém--nascido), o Madeiro tem ainda outros rituais marcadamente populares, também eles com origens ancestrais.
Os mais genuínos e peculiares desses costumes vivem-se na tarde/noite de 7 de Dezembro, quando os rapazes/homens arrancam enormes sobreiros nas proximidades da Vila; e no dia seguinte - o Dia do Madeiro, como é conhecido em Penamacor - quando toda a população se envolve e participa.
É um cerimonial colectivo com todos os habitantes a festejarem em enorme alarido e algazarra, com vivas e ramos de laranjeira a enfeitar os tractores, a chegada do cortejo ao Adro da Igreja, onde o Madeiro permanecerá até ao dia 24.
Há convívio, festa, trbalho, vinho e união ...
Vive-se e cumpre-se, a tradição.
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