quarta-feira, 21 de março de 2012

Viver e saber viver, os tesouros da nossa terra…

Via-sacra da Bemposta, uma organização da população local, tendo como cenário a zona histórica, ruas e o calvário da aldeia. A apresentação tem uma real importância, assinalando vertentes de índole patrimonial, religiosa, e possivelmente turística. O esforço do Sr. Padre Tarcísio Cruz Duarte da população e a fé, foi suficiente para mais uma recriação. Um cartaz autenticamente original preenchido por cânticos alusivos a paixão de Cristo em que cada uma das 14 cruzes dispersas pela aldeia individualiza uma oração no caminho para o calvário de Jesus. Sem dúvida que é um evento religioso ganho pela aldeia com um cariz popular e sentimental em que o gesto de nos agarrarmos a cruz de Cristo simboliza o mar da vida; «Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me» (Mc 8, 34).

Daniel Lopes

Estudantes de Filosofia lançam manifesto para podermos pensar "as crises"

R Sexto Empírico: "Contrariamos a ideia de que a Filosofia é uma disciplina para velhos"

Crónica

Estudantes de Filosofia lançam manifesto para podermos pensar "as crises"

Núcleo de estudantes de Filosofia da Universidade da Beira Interior, chamado Sexto Empírico, lança manifesto para "mudar a realidade em que hoje vivemos"

Texto de David Santos, Guilherme Castanheira, Luís Mendes • 21/03/2012 - 18:10

Esta é uma carta aberta aos jovens portugueses. Nós, membros do núcleo de filosofia da Universidade da Beira Interior, Sexto Empírico, decidimos escrever este manifesto porque acreditamos na Filosofia como uma ferramenta para mudar a realidade em que hoje vivemos.

Contrariamos a ideia de que a Filosofia é uma disciplina para velhos, assim como a noção popular de que esta disciplina é feita apenas de teoria. No fundo, o que tem feito do núcleo de filosofia, Sexto Empírico, uma entidade viva e constantemente rejuvenescida, é a permanente negação, nem sempre pacífica, deste mesmo imaginário.

Defendemos pois que é em tempos como o que atravessamos hoje, no meio de todas estas crises (porque não há só uma crise!) e da inexistência de uma saída razoável, que a filosofia pode dar o seu crucial contributo, como sempre o deu ao longo destes tempos mais confusos, de modo a que, finalmente, possamos ver nem que seja uma “ténue luz ao fundo do túnel”.

Esta carta aberta está redigida em forma de provocação. Julgamos que coloca as questões certas, mas que ainda ninguém, ou poucos, teve a ousadia, o atrevimento, para as tornar públicas, quando a ousadia deveria, precisamente, ser apanágio de toda a forma de pensamento que se quer profundo e em conformidade com a prática.

Assim, este é o nosso contributo, de um núcleo universitário duplamente marginal. Marginal porque brota de um orgulho genuíno em pertencermos à mais novíssima geração de filósofos. Marginal porque emerge longe dos grandes centros urbanos de Portugal, numa pequena cidade do interior, na Beira Interior.

Quarta, 21 Mar 2012 • 21h21, p3.público

Recorte de Jornal- Tradição da Via-Sacra


Gazeta do Interior, Ano XXXIII / n.º 1214 / 21 Março de 2012 (Clique no Título para página online)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Recorte de Jornal


Jornal Do Fundão- ANO 67.º3421- 8 DE MARÇO DE 2012

Recorte de Jornal

Jornal Reconquista, Ano LXVI- N.º 3443, 8 de Março de 2012 (clique no título)

António Fidalgo, Joaquim o Último dos Profetas, Romance


Nos nossos dias, em que o papa é João Paulo II e António o patriarca de Lisboa, Deus dirigiu a sua palavra a Joaquim, filho da viúva Isaura, quando guardava o rebanho de cabras e ovelhas nas campos da Idanha. Eram três horas da tarde do primeiro Domingo de Agosto quando Joaquim viu um remoinho que avançava direito como uma coluna pelo caminho do Areal. Aproximando-se a coluna de poeira cada vez mais, persignou-se e começou a rezar pelas almas. De súbito tudo ficou em silêncio e o sol de Verão tornou-se ainda mais ardente. Joaquim encheu-se de medo e de suores frios. [...]

domingo, 29 de janeiro de 2012

Questão colocada por uma conterrânea no Facebook.

Estive este fim de semana na Bemposta e verifiquei que a torre do castelo está a precisar de ser pintada, para quando está prevista a sua pintura?



Clique no título e entre na mesa redonda...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Blog Gens Isibraiega, 4 Anos de Existência, 4 Anos a Blogar para o mundo. Foi assim que surgiu...


Parece que finalmente encontrei a rubrica certa para assinar: uma dedicatória ao Deus romano indígena com o nome “ Bandis isibraiegus “, que foi adorado por estas terras da raia e que em Bemposta (Minha terra Natal), existem duas aras romanas dedicadas a este Deus. Bemposta foi uma povoação romana, corresponde ao lugar ou a “ Gens “ Isibraia e por esse motivo intitulei o blog com a denominação de gens isibraiega.
Sem dúvida! Hoje em dia os meios de informação assumem um papel revelante na divulgação das grandes mutações sociais, culturais e económicas criadas pela eclosão das novas tecnologias. Mas como dizia Heidegger: "a essência da tecnologia tem pouco que ver com a tecnologia"! Os maiores desafios não são de natureza tecnológica, mas, sim, de natureza social, cultural e económica. Por isso este blog assume um carácter revelador de observar e investigar questões em ambiente de cortesia é como quem diz quando as razões da alma possam seguir as do coração e as da razão, terem múltiplas conclusões! E no final de contas, como eu já tenho confirmado que o amor a terra nunca se esquece…

Daniel Lopes a 27 de Janeiro do Ano de 2
008

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

Visitem a Casa dos trabalhos plásticos de José Pires

O interior das tampas das caixas das camisas foram as primeiras telas. Os materiais: talvez aguarelas, ceras e, com certeza, também tinta para sapatos.
Viram então a luz esboços, uns mais conseguidos do que outros.
Mais tarde, amorosos olhos os descobriram e andam agora espalhados por paredes de Oxford e Lisboa.
Foi professor por vocação. Terminado esse ciclo abraçou a paixão já antiga das artes plásticas.
Os seis elementos do coro (dos mil novecentos e oitentas) ganharam como companhia uma orquestra de 13 orquestrantes (nos dois mil).
Reviveram Pessoa, D. Quixote com seu Sancho, Beethoven, Camões, Shakespeare e o Adamastor.
Os amigos já foram presenteados com os seus próprios retratos.
As paredes vão ganhando quadros novos, redescobrem vida.
Entretanto, as pinturas tomaram volume e ganharam a terceira dimensão — começaram as transmaginações!

Jesus Monteiro

Post Sciptum- Clique no título para aceder a página

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Aos visitantes do meu blog , comentadores e abstémios. Manifesto-me agradecido pela vossa visita

Uma breve passagem por Monforte Da Beira, conhece um verdadeiro Homem de ginjeira, José Batista Galvão, sempre a lutar pela sua terra...

Esta ficou tatuada para todo o sempre, mesmo com as chamadas de atenção, não quiseram mexer palha...


Bemposta, 500 anos de Foral Manuelino

O ano de 2010 marca a passagem dos 500 anos da doação da carta de foral a Bemposta, que ocorreu a 1 de junho de 1510 no mesmo dia que é concedida à Vila de Penamacor. Um marco importante na construção da lógica territorial do Concelho e que assinala o reconhecimento administrativo pelo Rei D. Manuel I, e cuja autonomia fiscal, jurídica e administrativa é, desta forma, institucionalizada com a doação dos forais. Estes documentos ocupam assim um lugar de grande importância na história do Concelho de Penamacor, pois permite-nos perceber como decorria a vida das populações na época Quinhentista, contendo fiéis descrições dos produtos agrícolas da época e dos modos de vivência do povo, entre outras.

Dada a sua importância e autonomia a Bemposta foi sede de concelho até 1836, quando foi extinto o município pela Rainha D.Maria II, para ser primeiramente integrado em Monsanto, e mais tarde (1848) em Penamacor. Desta perda de autonomia ainda permanece o pelourinho, antiga Casa da Câmara, tribunal e prisão, que ainda hoje se erguem num largo central da povoação, junto à Capela do Espírito Santo (século XVIII) e à Torre Sineira (possivelmente uma antiga Torre de Menagem medieval). O monumento original foi erguido em data incerta, sendo de supor que datasse da concessão de foral manuelino.

2010, é assim, um ano de grande importância histórica para o concelho e para esta pequena - grande aldeia, o foral concedido deve ser motivo de valorização e comemoração, não só pela história mas, também pelo património que esta terra encerra.

Daniel Lopes