
Um documentário do antigo sanatório na encosta da serra da estrela, um trabalho académico da escola ESART em Castelo Branco elaborado por Carlos Reis, Rui Lucas, Pedro Antunes, Sara Fernandes e Hugo Duarte. Clique no título para visualizar vídeo...
Via-sacra da Bemposta, uma organização da população local, tendo como cenário a zona histórica, ruas e o calvário da aldeia. A apresentação tem uma real importância, assinalando vertentes de índole patrimonial, religiosa, e possivelmente turística. O esforço do Sr. Padre Tarcísio Cruz Duarte da população e a fé, foi suficiente para mais uma recriação. Um cartaz autenticamente original preenchido por cânticos alusivos a paixão de Cristo em que cada uma das 14 cruzes dispersas pela aldeia individualiza uma oração no caminho para o calvário de Jesus. Sem dúvida que é um evento religioso ganho pela aldeia com um cariz popular e sentimental em que o gesto de nos agarrarmos a cruz de Cristo simboliza o mar da vida; «Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me» (Mc 8, 34).
Daniel Lopes
R Sexto Empírico: "Contrariamos a ideia de que a Filosofia é uma disciplina para velhos"
Texto de David Santos, Guilherme Castanheira, Luís Mendes • 21/03/2012 - 18:10
Esta é uma carta aberta aos jovens portugueses. Nós, membros do núcleo de filosofia da Universidade da Beira Interior, Sexto Empírico, decidimos escrever este manifesto porque acreditamos na Filosofia como uma ferramenta para mudar a realidade em que hoje vivemos.
Contrariamos a ideia de que a Filosofia é uma disciplina para velhos, assim como a noção popular de que esta disciplina é feita apenas de teoria. No fundo, o que tem feito do núcleo de filosofia, Sexto Empírico, uma entidade viva e constantemente rejuvenescida, é a permanente negação, nem sempre pacífica, deste mesmo imaginário.
Defendemos pois que é em tempos como o que atravessamos hoje, no meio de todas estas crises (porque não há só uma crise!) e da inexistência de uma saída razoável, que a filosofia pode dar o seu crucial contributo, como sempre o deu ao longo destes tempos mais confusos, de modo a que, finalmente, possamos ver nem que seja uma “ténue luz ao fundo do túnel”.
Esta carta aberta está redigida em forma de provocação. Julgamos que coloca as questões certas, mas que ainda ninguém, ou poucos, teve a ousadia, o atrevimento, para as tornar públicas, quando a ousadia deveria, precisamente, ser apanágio de toda a forma de pensamento que se quer profundo e em conformidade com a prática.
Assim, este é o nosso contributo, de um núcleo universitário duplamente marginal. Marginal porque brota de um orgulho genuíno em pertencermos à mais novíssima geração de filósofos. Marginal porque emerge longe dos grandes centros urbanos de Portugal, numa pequena cidade do interior, na Beira Interior.